E o Ensaio sobre a Cegueira enfim vira filme! Fernando Meireles foi bem corajoso, e o filme estréia em Canes essa ano...
EEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!
mercredi 14 mai 2008
Blindness (2008) HD Trailer
Metro Suicide...
Tava tudo tranquilo e eu lia como sempre a Clarice no caminho pra aula. Eu lia e ouvia a bjork, e de vez em quando olhava as pessoas ao redor.
Nao é comum encontrar lugar pra sentar nos horários de rush partindo do meu metro, que fica quase no final da linha laranja sentido henry bourassa... Mas dessa vez tive sorte, e ia distante de tudo pensando longe demais quando o metro parou bruscamente bem próximo da estação onde eu ia saltar.
.
Alguém havia morrido na linha do metro. Alguém tinha se matado na linha do metro. Foi um alvoroço, e aquele corpo destruído ali na nossa frente, sem uma carta de despedida, sem explicação.
A motorista do metro em prantos pq nao conseguira brecar a tempo, os policiais chamando o resgate e os passageiros do metro saindo em romaria, curiosos mas nao surpresos. Alguem dizia que era o método mais usado aqui no quebec para suicídios. Diziam que antes era a Ponte Champlain, mas depois de colocarem tantas grades em todo o percurso da ponte a coisa ficou bem difícil...
.
Sai de la bem triste. A morte nua e crua é uma coisa que nao da pra entender. É cruel.
.
Voltei pra casa ler sartre pra minha apresentaçao em Wales.
.
Guillaume chega com flores e uma surpresa, Paris no final da semana que vem. Ele sempre, absolutamente sempre, se supera. É incrível a capacidade que ele tem pra me surpreender...
Eu me lembro da primeira vez que ele me fez uma surpresa. Era bem no comecinho do nosso namoro e eu tava preparando um seminario para o qual eu tinha que ler sartre (ele novamente!), guillaume queria saber o que eu tava lendo e eu comecei a explicar aquele livro Isso nao é um cachimbo...
Quando a noite terminou eu pensei: putz, perdi o meu paquera depois dessa lecture...
Dia seguinte no cafe da manha ele me aparece com uma colher toda contorcida (ele mesmo que torceu toda a colherinha), na qual ele escreveu: this is not a spoon...
Tao romântico!
.
K
Nao é comum encontrar lugar pra sentar nos horários de rush partindo do meu metro, que fica quase no final da linha laranja sentido henry bourassa... Mas dessa vez tive sorte, e ia distante de tudo pensando longe demais quando o metro parou bruscamente bem próximo da estação onde eu ia saltar.
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Alguém havia morrido na linha do metro. Alguém tinha se matado na linha do metro. Foi um alvoroço, e aquele corpo destruído ali na nossa frente, sem uma carta de despedida, sem explicação.
A motorista do metro em prantos pq nao conseguira brecar a tempo, os policiais chamando o resgate e os passageiros do metro saindo em romaria, curiosos mas nao surpresos. Alguem dizia que era o método mais usado aqui no quebec para suicídios. Diziam que antes era a Ponte Champlain, mas depois de colocarem tantas grades em todo o percurso da ponte a coisa ficou bem difícil...
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Sai de la bem triste. A morte nua e crua é uma coisa que nao da pra entender. É cruel.
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Voltei pra casa ler sartre pra minha apresentaçao em Wales.
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Guillaume chega com flores e uma surpresa, Paris no final da semana que vem. Ele sempre, absolutamente sempre, se supera. É incrível a capacidade que ele tem pra me surpreender...
Eu me lembro da primeira vez que ele me fez uma surpresa. Era bem no comecinho do nosso namoro e eu tava preparando um seminario para o qual eu tinha que ler sartre (ele novamente!), guillaume queria saber o que eu tava lendo e eu comecei a explicar aquele livro Isso nao é um cachimbo...
Quando a noite terminou eu pensei: putz, perdi o meu paquera depois dessa lecture...
Dia seguinte no cafe da manha ele me aparece com uma colher toda contorcida (ele mesmo que torceu toda a colherinha), na qual ele escreveu: this is not a spoon...
Tao romântico!
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K
mardi 6 mai 2008

Estava lendo Clarice. Mas essa pintura me lembrou a Hilda. E as duas juntas me lembraram do felipe.
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Ouvindo Bjorke na hora do rush no metro, nao tem coisa melhor. Fazia todo sentido a música e as pessoas aos muitos no metro, lendo seus livros e jornais.
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Mas enfim eu lia Clarice voltando pra casa de um dia estranho. Tomando um café da chapters com as meninas, ouvindo os pedaços das vidas delas ao mesmo tempo que a Amy Winehouse tocava la embaixo. E pela janela enorme a Saint Catherine e seu vai e vem, de la de cima tudo parecia um caos ordenado.
E lendo a Clarice eu lembrava do Felipe. Eu me lembrava das nossas caminhadas de mãos dadas, da nossa comunicaçao silenciosa, do nosso andar em silencio comungado. Esse negocio de ter amigo é muito bom, faz falta quando a gente ta longe. Eu tentei ligar mas o telefone nao atende. Uma pena. Mas ja era tarde.
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o Y é um i exacerbado. Foi isso que meu professor disse hoje.
Um i exacerbado me lembra o felipe, pq eu o chamo de I.
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K
samedi 3 mai 2008
atlas?
Ontem estávamos assistindo Matrix e a cada 2 minutos baby boom parava o filme para fazer perguntas variadas sobre o filme.
"Isso significa o q?" "O Líquido amniótico vem de onde?" e bla bla bla...
Após uma hora eu digo, Baby boom, just play, please...
AO que ele responde, Wait ka, like, I am trying to understand the world...
Esse marido... vou te contar...
.
.
Ligo pra piracicaba pra falar com meu pai, que me disse nao estar muito bem. Depois falo com minha irma mais velha, que por 1 hora reclama da minha irma mais nova, que por sua vez passa 40 minutos reclamando da irma mais velha.
Minha função na família é ouvir todas as partes e nao contar pra nenhuma delas o que uma parte pensa das outras. É uma tarefa muito difícil a qual eu venho tentando me acostumar.
To muito triste pq meu pai nao anda bem. E isso vem de uma passado imemorial que eu nao consigo mudar. É a doença mais a tristeza e mais a vontade de nao viver.
É, é complicado.
.
.
Hoje chove e eu queria ir pra casa da minha sogra, pra ela cozinhar pra mim, me emprestar a sala de leitura dela, pra ouvir as estorias de quando nevava mais que hoje em dia, de quando o baby boom era bebe, essas coisas do passado.
.
Eu queria fazer isso com meu pai. Viajar com ele, ouvir as estorias dele.
Mas no fundo alem de tudo me falta coragem.
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K
"Isso significa o q?" "O Líquido amniótico vem de onde?" e bla bla bla...
Após uma hora eu digo, Baby boom, just play, please...
AO que ele responde, Wait ka, like, I am trying to understand the world...
Esse marido... vou te contar...
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Ligo pra piracicaba pra falar com meu pai, que me disse nao estar muito bem. Depois falo com minha irma mais velha, que por 1 hora reclama da minha irma mais nova, que por sua vez passa 40 minutos reclamando da irma mais velha.
Minha função na família é ouvir todas as partes e nao contar pra nenhuma delas o que uma parte pensa das outras. É uma tarefa muito difícil a qual eu venho tentando me acostumar.
To muito triste pq meu pai nao anda bem. E isso vem de uma passado imemorial que eu nao consigo mudar. É a doença mais a tristeza e mais a vontade de nao viver.
É, é complicado.
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Hoje chove e eu queria ir pra casa da minha sogra, pra ela cozinhar pra mim, me emprestar a sala de leitura dela, pra ouvir as estorias de quando nevava mais que hoje em dia, de quando o baby boom era bebe, essas coisas do passado.
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Eu queria fazer isso com meu pai. Viajar com ele, ouvir as estorias dele.
Mas no fundo alem de tudo me falta coragem.
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K
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