jeudi 29 avril 2010

saudades

O dia nasceu ensolarado, mas o coração insistia em ficar nublado. Saudades as vezes tem essa força e deixa a gente meio perdido nessa gelatina que é a angustia. Sim, gelatina. Parece que tudo fica alia glutinado.
Mas o dia tava ensolarado e pedia um sorriso, pedia um abraço, pedia um poema e uma voz amiga.
Sorte a minha que tenho amigos poetas, e amigos com skype que têm tempo pra salvar um coraçao nublado.
Obrigada Gi, obrigada Ma

K

mardi 27 avril 2010

Ballad in Plain D

Os dias andavam quentes e ensolarados, qual nao foi a surpresa de olhar pela janela nesse dia 27 de abril... neve por todos os lados e um vento cortante vindo do norte. Os dias frios sao por natureza mais reflexivos que outros pra mim.
Ouvindo Dylan e pensando na exposição linda do Bresson que o Moma ta oferecendo e que eu vou com certeza mes que vem. As fotos dele nao sao apenas expressivas, elas mostram esse momento tao intimo de quando nao estamos sendo observados, é muito muito bonito.
Entre esses desejos e outras saudades, penso nas grandes mudanças deste mes de abril. Compramos nosso primeiro apartamento, eu vou ter um cachorro, vou trabalhar pro governo (começo segunda!), e tem a tese. É incrível isso. O nao planejado tem sempre esse gosto suave e doce de beleza, surpresa, é um sentimento muito bom.
Saudades enormes do Brasil. Parece que antes de ir eu tinha menos saudades. É difícil morar longe. E nao estar longe.

K

mercredi 14 avril 2010

um mes de brasil, ou de como a vida é linda

Pois é, todo esse tempo sem nenhum post mas por uma boa razao. Meu mes de férias no brasil foi lindo, cheio de grandes emoçoes.
Um mes....
Parece muito mas é tao pouquinho...
Rever as pessoas queridas sempre é bom, me deu vigor novo, calma, alegria.
Montreal ta ensolarada, feliz.
E a vida volta aos poucos à sua cadencia.

k

jeudi 25 février 2010

The Last Station

Ontem foi o jogo de hockey canada x russia.
Confesso que meu coraçao ficou triste com a derrota da russia... Acho que foi o filme...
Essa semana fui assistir ao The last station, um filme lindo com uma fotografia de cair o queixo dirigido por Michell Hoffman.
O plot sao os ultimos dias de Tolstoy, sua relaçao com Sofya sua esposa e a criaçao dos tolstonians, uma sociedade que negava a propriedade privada e que era influenciada pela obra de Tolstoy.
A Hannah Arendt comenta no seu livro sobre o Amor em Santo Augustinho que se uma pessoa nao sente nem o amor caritas nem o amor cupiditas ela nao é nada. E Tolstoy me fez pensar nisso quando ele diz Tudo o que eu sei eu so sei pq amo.
Se nao ha amor nao ha.
Pra um coraçao apaixonada esse filme foi um balsamo e eu voltei pra casa escrevendo poesia, rs.
.
.
K

mardi 23 février 2010

Uma vida bem vivida.

Quinta peguei a estrada pra Toronto com minha amiga judia, cantarolando cançoes em hebraico e falando sobre o Benjamin. Iamos encontrar Katiarina, nossa amiga russa que nao viamos por 6 meses.
A viagem de 7 horas passou rapido e qual nao foi minha surpresa ao encontrar Judit (lê-se Iudit). Que mulher fantastica, cheia de vida, de energia, foi uma experiencia muito importante pra mim.
Judit tem 62 anos e um piriquito chamado Joey que vive voando pela casa e pelas cabeças de quem por la aparece (novamente, uma pena que o blogger nao ta aceitando fotos...).
O apartamente era cheio de fotos, pinturas, bibelos, tudo com uma estoria pra contar sobre a vida de Judit. Judit, que sobreviveu ao campo de escravos criado para receber os judeus da Hungria, que viajou por varios cantos da terra, que amou, perdeu, ganhou, viveu, vive.
Viver intensamente ou verdadeiramente a vida deve resultar em Judit, foi o que pensei.
E ela faz filmes, e perdeu seu grande amor 7 meses atras numa morte subita.
.
.
Passear por Toronto com Judit me deu uma nova impressao da cidade, Kensington market me fez lembrar muito San Francisco e a parte Hippie que fica perto de Berkeley, e os tramway's ou city cars me fez pensar em londres, ou Chicago, com as ruas largas e as calçadas bem largas.
Foi um passeio bonito, com direito a latvas, a perogues, e a muitas fotos e lembraças.
.
Em meio a tudo isso, visitei a exposiçao de tutancamon que estava muito boa, muito bonita.
E senti saudades do marido lindo,
Cheguei em montreal morrendo de saudades, e com muita estoria pra contar.


K